Completamente encharcado e com areia em todas as partes do corpo, Tom ficou observando o Fearless desaparecer no horizonte.
Bem, pensou ele, com amargura, até que fiz um bom tabalho.
Na sua primeira semana no Caribe, assumira o posto no Fearless sob as ordens do seu superior. Na segunda semana conseguira descobrir onde o pirata Providence e seu navio Death Rose haviam sido vistos pela última vez. E na terceira semana havia sido abandonado em uma ilha deserta porque seus marinheiros queriam partir para a vida da pirataria.
Realmente, um trabalho de mestre.
Mas Tom sempre fora um homem de disposição otimista, e tratou de começar a trabalhar.
A primeira coisa que fez foi procurar comida. Depois de algumas horas já tinha decidido, com certo desespero, que não era coisa fácil de se encontrar por ali. A visão da ilha que tivera no navio não era privilegiada: enquanto de lá parecia uma bela ilha tropical, daqui ele podia ver que era um monte de areia com algumas palmeiras e um amontoado de árvores - sem frutas - que graças aos céus ficava em volta de uma fonte.